É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade

Tem uma coisa que me nunca me surpreende, mas que sempre me deixa constrangido, é a falta de ceticismo e a prontidão de sempre daqueles que votam no PT para exaltar seus candidatos e fazer duras críticas aos outros sem qualquer critério. Entretanto, não dá para não elogiar a criatividade dessas pessoas.

Neste final de semana, foram divulgados alguns panfletos com comparativos entre o governo FHC e Lula. Estas comparações sempre são feitas de uma forma não muito honesta intelectualmente falando e desta vez não foi diferente. ATUALIZAÇÃO: Veja-os aqui e aqui.

Comparações são importantes. Mas isso não significa que vários fatores deixem de ser levados em conta. Os méritos do governo anterior são absolutamente desprezados, além de o fato de que a comparação feita com algo anterior é naturalmente vantajosa, já que um governo responsável (e o do Lula em muitos aspectos inegavelmente foi) vai aprender com os erros e manter os acertos do governo passado. E o governo FHC não teve muito o que aprender com Collor e Sarney, seus antecessores. Itamar não conta, já que ele participou daquele governo. Sem contar o fato de que a imagem do Brasil no exterior não era das melhores em termos de economia, visto que anteriormente ao Brasil de FHC, vivemos em um país de economia fechada, hiperinflação e até uma moratória. Durante o governo FHC, o Brasil criou bases sólidas da economia, o que fez com que o país recuperasse a credibilidade perante os investidores. O que o panfleto chamou de efeito “Regina Duarte” não era um medo injustificado dos mercados, já que o PT lutou contra praticamente todas essas mudanças na economia brasileira.

Juntando isso ao fato de que o governo de FHC passou por quatro crises internacionais (sem que fosse possível ampliar as reservas de dólares para segurá-las como o PT pôde fazer). Nem por isso, houve uma diminuição do PIB per capita e aumento da miséria relevantes durante o governo FHC. E as bases para uma melhora da distribuição de renda já haviam sido construídas anteriormente pelos programas sociais e, naturalmente, pela queda drástica da inflação, que é a pior inimiga das pessoas de baixa renda.

Penso ser extremamente demagógico fazer a comparação entre a quantidade de escolas técnicas e universidades pelo governo federal, sem sabermos se esse modelo realmente vai dar certo. Isso vai aumentar o número de vagas gratuitas no ensino superior, mas é muito cedo para dizer se isso vai ser determinante em uma diminuição das desigualdades e a ampliação das pesquisas na velocidade que poderia ter, sem contar a quantidade enorme de gastos inúteis que vão invariavelmente serem feitos, ocasionando, evidentemente um aumento de impostos em médio e longo prazo, o que dificulta ainda mais àqueles que se interessam em investir em pesquisa.

Mas o prêmio de afirmação mais leviana vai para o aumento do preço de valor de mercado da Petrobrás, que teria sido obra do governo Lula. Ora, é evidente que isso aconteceu graças à participação do capital privado na empresa. É ridículo afirmar que o pré-sal foi descoberto graças ao governo Lula, sendo que só agora depois de muitos anos, com pessoas visando o lucro, que a Petrobrás se tornou grande, embora hoje tenha perdido o posto de empresa de maior valor de mercado para a Vale, hoje totalmente privatizada e que retrógrados pretendem reestatizá-la.

Portanto, como dizia a antológica propaganda da Folha sobre Hitler (que ilustra esse post),  é possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. O único mérito real do governo Lula mostrado neste panfleto é o aumento das exportações, que foi ocasionado por uma ampliação do comércio exterior. Fora isso, tudo não passa de números vazios, que só enganam quem não quer fazer uma análise mais profunda de questões relevantes.

 

Explore posts in the same categories: Uncategorized

7 Comentários em “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade”

  1. Ciniro Diz:

    “é a falta de ceticismo e a prontidão de sempre daqueles que votam no PT para exaltar seus candidatos e fazer duras críticas aos outros sem qualquer critério”

    Bom, não dá pra generalizar. Inclusive, existem N petistas apoiando Serra, o que mostra a diversidade de análises, posições e liberdade de pensamento (entre quem pensa).

    Contudo, creio que manter uma estrutura de boas coisas, inovar sobre elas e ainda desenvolver outros bons projetos aproveitando o embalo das oportunidades surgidas em 8 anos não é tarefa tão trivial assim como você tentou transparecer. Quem garante que Serra, ou FHC ou qualquer outro tucano teria a competência que Lula teve para “aproveitar” as coisas boas do governo passado e ainda surfar a onda do mercado favorável a América Latina na última década? Um mal presidente poderia apenas ficar parado. O PT trabalhou muito nos últimos anos. E com todos os revés existentes tomou, no meu ver, mais atitudes corretas que erradas. Não espere que um governo seja perfeito. Política é opinião.

    Quanto a educação acho que tudo se deve a um nome: Fernando Haddad! Praticamente um conveniente executivo de formação privada, muito peito e pulso forte para fazer as coisas acontecerem. E me desculpe, com relação a educação estamos sim no caminho correto. Inclusive acho que análise concisa para com esta questão quem tem que fazer são os profissionais do ramo. Assim, cito aqui o manifesto, assinado por 87% dos reitores das Universidades e Institutos Técnicos do Brasil apoiando as iniciativas tomadas no pós-FHC.

    Não creio que o cenário seja tão complexo assim de se analisar. Pra mim, os que se metem muito a analisar detalhes do governo Lula estão a procurar chifre em cabeça de cavalo. As mudanças políticas, sociais, culturais e financeiras da sociedade tem seu próprio tempo, as coisas não são rápidas, ou do dia pra noite. O que falta para alguns países em muitas das vezes é um rumo certo. E vejo que o Brasil está num norte favorável. Um norte que definitivamente iniciou-se no período FHC, com muita competência bem levado e catalisado na era Lula e que, particularmente, não creio ser com a mesma competência continuado tendo Serra em Brasília.

    Enfim, em um comentário de blog fica difícil sintetizar todos os pensamentos… Parabéns pelo texto. Não concordo também com o folheto. O que não muda minha posição também… rsrsrs

    É Dilma 13 pro Brasil seguir mudando! (essa última frase não foi uma bolinha de papel, mas foi pra implicar mesmo kkk)


  2. Muito interessante o post. Embora haja menção à Folha, o título me remete de imediato à Rede Globo, que adora fragmentar a realidade, como bem temos visto na cobertura das eleições. Enfim, não é sobre isso que quero falar, por isso, avancemos logo as minhas ponderações:

    Logo de cara, chamo a atenção para um pequeno equívoco na postagem. A Petrobras voltou a ser a empresa de maior valor de mercado do país após a capitalização para exploração de recursos do pré-sal, sendo hoje a quarta maior empresa do mundo.

    Óbvio que o sucesso não se deve ao fato de a empresa ser estatal, assim como a Vale não é grande por ser privada. A abertura econômica da Petrobras foi extremamente benéfica para a empresa, mas, se hoje a Petrobras é uma gigante, muito também se deve às mudanças em sua gestão ocorridas no atual governo. Sugiro a leitura de reportagem da Revista Piauí que revela o contexto da descoberta do pré-sal. Sem dúvida, houve mais ousadia por parte da atual gestão, que voltou a investir maciçamente em pesquisas – praticamente relegadas ao esquecimento durante a administração anterior. Poder-se-ia dizer que o dinheiro para tanto veio do processo de capitalização. Contudo, seria mentir contando verdades. Sucatear a área de pesquisas foi sim um erro da administração anterior, independentemente da situação financeira da época, erro esse que em muito contradiz a imagem de gestor moderno com a qual os tucanos costumam se rotular. A descoberta do pré-sal não deve ser atribuída unicamente ao governo Lula, porém, tentar desqualificar a enorme contribuição deste no processo, bem como desmerecer os dividendos eleitorais que o atual governo colhe destes esforços com justiça, é intelectualmente muito mais mesquinho. Aliás, cabe aqui uma ponderação: um governo Serra estaria disposto a assumir os riscos relatados por Gabrielle à Piauí? Impossível dizer, mas conheço argumentos que me permitem imaginar uma resposta negativa para essa questão.

    Ainda no quesito Petrobras/Vale, concordo que reestatizar a Vale hoje é de fato retrocesso. Porém, devemos lembrar que a Vale possui compromisso muito maior com o lucro a curto prazo do que a Petrobras, que, preocupada em agregar valor aos seus produtos, atualmente fomenta uma série de pesquisas, enquanto a Vale segue apenas ampliando o próprio modelo de negócio, consistindo este basicamente em furar o chão e vender o que encontrar, não havendo manufatura entre tais etapas. Um modelo excelente para a Vale e seus acionistas, porém, que pouco contribui para o desenvolvimento de outros setores do país. Ainda nesta seara, é louvável a iniciativa da Petrobras em fomentar a indústria naval brasileira quando poderia ter recorrido à mão-de-obra chinesa e seus preços altamente competitivos, em compromisso que dificilmente seria assumido por uma empresa de capital 100% aberto.

    Não quero dizer com as informações acima que o modelo estatizante é superior. O que importa é a gestão do negócio. Desta forma, julgo que o governo tem todo o direito de capitalizar politicamente os frutos que a Petrobras colhe hoje, pois a maioria deles advém de esforços realizados na empresa pela gestão atual.

    Também é verdade que o atual governo teve o benefício de já conhecer os erros do passado para conduzir sua política econômica. Entretanto, a passagem de tempo não impediu José Serra de criticar as medidas tomadas pelo atual governo no enfrentamento da crise mundial de 2008/2009. Em vídeo no Youtube, é possível vê-lo dizer que o governo estava na contramão do restante do mundo, e que o Brasil deveria tomar atitudes diametralmente opostas. Curioso notar que a postura do Brasil no enfrentamento da crise foi uma das mais elogiadas pelo restante do mundo, isso sem mencionar o fato de que nosso país foi um dos menos atingidos pela crise justamente pelo sucesso dessas medidas. Lula chegou a dizer que o processo seria uma “marolinha”, para desdém e incredulidade de uma oposição que até então desconhecia a possibilidade de o Brasil sair de uma crise mundial sem antes naufragar nela.

    Vale ainda lembrar que o governo paulista aproveitou a crise para aumentar alguns de seus impostos, adotando postura contrária à do governo federal.


  3. Obrigado pelos comentários, Ciniro e Luis Felipe.

    Vamos então por partes.

    Ciniro,

    A minha crítica não foi ao governo do PT na área econômica em si, que eu acho que foi muito bem. Tanto é que para neutralizar o tal efeito Regina Duarte, as bases foram mantidas, o Ministério da Fazenda foi muito bem conduzido por Palocci e para o Banco Central foi chamado o Henrique Meirelles, que era na época filiado ao PSDB. Minha crítica é a forma como a militância e o próprio PT colocam os avanços na economia de forma irresponsável em período eleitoral como sendo mérito apenas deles.

    Quanto à educação, eu não me alonguei para não deixar o post longo, mas falarei mais adiante sobre os perigos desse modelo de universidadepúblicagratuitaedequalidade, que talvez pra vc que trabalhe com tecnologia, esteja dando bons resultados agora, mas que pode fazer com que seja um problema depois. Quanto ao manifesto dos reitores, só digo uma coisa: grande parte deles não tem autonomia política e estão defendendo seus interesses.

    Luis Felipe,

    Obrigado pela correção. Se possível, me envie depois a fonte, já que a última coisa que li sobre o fato de que a Vale superou o valor de mercado da Petrobrás foi no mês passado, embora hajam algumas controvérsias que algumas consultorias criaram. Mas as mudanças ocorridas na Petrobrás se deveram em especial à participação do capital privado, muito mais que as ações do governo. Em momento algum eu disse que o modelo tucano de gestão moderno e que o Serra faria mais ou menos, mas não dá para afirmar quais seriam as chances da Petrobrás crescer durante um governo do PSDB na mesma proporção que foi do governo do PT, já que quando houve a oportunidade, a Petrobrás ainda era uma empresa 100% estatal. Petistas mais radicais diriam que a Petrobrás iria ser 100% privatizada, o que eu particularmente não acho ruim.

    Quanto à Vale ter compromisso com o lucro a curto prazo, também tenho minhas dúvidas se é só isso que faz dela uma empresa maior do que era. Aí nós entramos em uma discussão sobre o modelo econômico do Brasil, que dificulta que uma empresa possa competir com países de mão de obra mais barata como a China. Isso discuti recentemente na UFTM, quando falei que as pedras da Vale são tratadas lá justamente porque os encargos trabalhistas e impostos sobre pessoa jurídica no Brasil são altos demais e que por isso inviabiliza o empreendedorismo no Brasil, que só acontece com a ajuda do próprio Estado através do BNDES. A Petrobrás está fomentando a indústria naval pois tem o auxílio do governo para isso, mas jamais o faria sem o aval dos acionistas privados. Afinal é bem diferente tratar pedras e construir navios.

    Eu li seu comentário após ter assistido o horário eleitoral nesta tarde e percebo mais um motivo para achar que PT e PSDB são muito parecidos. Assim como o PT foi contra as medidas do PSDB no passado, o PSDB fez exatamente a mesma coisa durante a crise e fez errado. Mas não duvido que as medidas tivessem sido muito diferentes, até pelo fato de que as políticas macroeconomicas estão (ainda bem) cada vez mais na mão dos técnicos. Mas fazer críticas fez parte do nosso patético jogo eleitoral, que começa bem antes do ano eleitoral. Aliás, nesse horário eleitoral, Serra aproveita pra dizer as empresas estrangeiras que passaram a atuar no Brasil, o que não é ruim, o PSDB faria o mesmo, mas durante as eleições o bom senso dá lugar à demagogia de cunho nacionalista e estatizante.


  4. A informação pode ser conferida neste link: http://migre.me/1MH7r

    Concordo que PT e PSDB têm mais semelhanças do que os partidários gostariam de admitir e também sobre os rumos da economia serem decididos hoje preponderantemente por técnicos. Só não posso concordar que o governo Lula apenas colhe os frutos da política econômica de FHC, que, com seu Real artificialmente valorizado, levou o país à bancarrota, elevou como “nunca antes na história” a dívida pública e a relação dívida pública/PIB e manteve taxas de juros em níveis completamente absurdos.

    Por que não lembrar o risco país do último mandato de governo tucano? Por que não alertar que a queda da inflação se deu mais por um fenômeno global de deflação iniciado em 1993 do que pelos méritos do Plano Real – e que ainda assim o Brasil ostentava índices maiores do que os de seus pares?

    Você elogiou Henrique Meirelles, figura que travou uma espécie de “queda-de-braço” com Guido Mantega desde quando este assumiu o Ministério da Fazenda. Meirelles esteve em vantagem até o momento da crise, quando finalmente Mantega conseguiu margem de manobra para colocar algumas ideias em prática. O resultado: mais crescimento e a superação de uma crise muito maior do que aquelas que assolaram o governo FHC.

    Os tucanos possuem bons quadros, não discuto – não acho que Serra esteja entre eles, mas isso já é matéria para outro debate. Mas, assim como você alerta para distorções na comparação direta entre os governos, alerto para o relativismo praticado quando se atribui ao governo anterior tamanha sapiência na área econômica. Fica parecendo que não houve erros, apenas infortúnios do destino… Fosse assim, FHC não terminaria o governo ostentando índices medíocres de aprovação – muito embora sempre tenha contado com o apoio da grande mídia, ‘sorte’ essa de que Lula nunca dispôs.

    A eleição de Lula só foi possível porque o segundo mandato de FHC foi calamitoso, do contrário, o metalúrgico jamais teria chegado ao poder. Nesse ponto, considero que o maior legado do governo FHC foi criar condições para que uma gestão diferente assumisse. Dizem que o brasileiro tem memória curta, porém, oito anos após tudo isso, Serra ainda precisa esconder FHC de sua propaganda partidária, constatação essa que dispensa qualquer comparação numérica…


  5. O meu texto foi justamente no sentido de alertar para certas convicções e exageros conceituais de militantes pró-PT, e muito daquilo que você disse nesse último comentário não é diferente. Tanto é que é um único parágrafo você repetiu duas coisas que eu tenho ouvido de militantes do PT que fazem crítica sem nenhum critério.

    Uma é falar de fenômeno global de deflação. Ora, pode até ser que a média mundial de consumo tenha diminuído e isso tenha causado deflação, mas isso por si só seria impossível para acabar com inflação brasileira que passava dos 1000% e caiu pra pouco mais de 10% ao ano. Os países que acabaram com a hiperinflação na década de 90, como Argentina, Israel e o próprio Brasil fizeram isso com políticas em bases sólidas, com alguns erros (como a manutenção do câmbio fixo), mas que fizeram com que a inflação não voltasse. Quanto ao déficit público, é fato que esse não foi o foco do governo FHC, que deu prioridade a manutenção da inflação baixa, mas bom frisar que a inflação anterior maquiou os números dos governos anteriores (Collor e Sarney). A outra, é dizer que o aumento do Risco-Brasil tinha a ver com o governo FHC, sendo que era justamente o contrário. O índice ficou alto justamente pois havia um medo generalizado de que Lula destruísse as bases sólidas da economia. O que reverteu esse quadro foi justamente a atuação de Meirelles.

    Em momento algum falei em grande sapiência da área econõmica, mas disse que o governo seguinte aprendeu com os erros e teve como acertar mais. E uma das coisas a que me referia quando disse isso é justamente a manutenção do câmbio flutuante, já que a adoção do câmbio fixo trouxe problemas, mas ele foi abandonado em seguida quando se viu que não funcionava, exceto pelo populismo cambial praticado durante 1998 quando forçaram a barra para que o dólar não subisse demais e FHC tivesse sua reeleição comprometida.

    Aproveito a deixa sobre essa questão do populismo cambial para fazer um paralelo com a atual situação. Desde o ano passado, a emissão de títulos públicos e também de crédito (especialmente imobiliário) que estão gerando um crescimento na economia de forma artificial. Analistas que considero sério avaliam que estamos em uma bolha e pode ser que haja alguma crise nos próximos dois anos (o próprio Ciro Gomes disse isso, e disse também que o Serra estaria mais preparado para enfrentá-la. A conferir.


  6. Bom, dispenso o adjetivo “militante pró-PT”. Sou só um cara criado na contra-cultura, que considera Serra “almofadinha” demais para me governar. Não dá pra engolir, mas, como disse, isso é assunto pra outra discussão, outro dia, com um bom choppe à disposição…

    Quanto ao risco país, não dá para atribuir só ao “efeito Lula”. Como já disse, boa parte do crédito por Lula ter assumido a presidência se deve à FHC. Foi ele criou todas as pré-rrogativas para que um calote fosse dado.

    Tenho um espírito utópico, mas ajo de forma realista. Ótimo que o calote não tenha sido dado e que a economia tenha melhorado. Porém, não concordo com alguns dos lugares comuns difundidos mídia afora. Estado mínimo!? Não! Quero ensino público de qualidade, bem como saúde custeada para mim e para os meus vizinhos menos favorecidos. Também quero um bairro seguro e uma polícia comprometida com a segurança. Não estou dizendo que o atual governo garantiu isso, não sou hipócrita. O serviço público tem que melhorar e MUITO! Porém, acho que o modelo tucano está ainda mais longe de atingir os meus desejos. Fico com Dilma, então.

    Infelizmente, o Estado Mínimo que o PSDB defende abre prontamente os cofres para socorrer empresas gigantes em falência. Já para o dono da banca de jornal da esquina, uma bela banana. Não é isso que eu quero para o país. Infelizmente não temos uma proposta real capaz de quebrar este paradigma por completo. O poder econômico subjuga o político. Os devaneios de Plínio e cia. não convencem nem a eles próprios, banan para eles também. Caminhemos um passo de cada vez, então, como fez o governo Lula, com, na minha opinião, passadas mais longas e corajosas que a de seus antecessores.

    Quanto aos impostos, ver os descontos nos contracheques e os produtos caros na prateleira é de fato desagradável, porém, fico satisfeito em saber que eles podem ajudar quem está em uma pior – o que, infelizmente, ainda não é a regra geral. Me chame de otário, mas acho que é questão de cidadania, um conceito pouco em voga, que deveria ser debatido de forma prioritária. Mas entendo que impostos, abortos e privatizações causem maior comoção popular.

    No mais, volto a parabenizar o blog. Já consigo vê-lo como analista político de respeito em um futuro próximo.

    Abs.


  7. Canal Federalista com vídeos de entrevistas sobre os mais diversos temas sob a ótica da solução federalista: http://www.youtube.com/federalistas

    Fica ainda a sugestão de se formar o Partido Federalista em tão promissora cidade.
    Sds,
    Thomas


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.